É um Oriental motivado e moralizado pelos resultados recentes aquele que se vai deslocar ao reduto do Marinhense para disputar a 2.ª eliminatória da Taça de Portugal Placard. Repescado após a derrota na eliminatória inaugural da prova frente ao Lusitano VRSA, o conjunto grená e branco cresceu a olhos vistos em termos exibicionais desde esse confronto e atravessa nesta altura a melhor fase da temporada fruto das duas vitórias consecutivas e do confortável 4.º lugar da classificação da Série E do Campeonato de Portugal.

É tempo agora de voltar a centrar atenções na Prova Rainha com uma difícil viagem ao Municipal da Marinha Grande num duelo de mata-mata frente a uma equipa com renovados índices anímicos. Depois de três derrotas em outras tantas jornadas do Campeonato, o Marinhense experimentou o agradável sabor da vitória na 4.ª ronda da prova e logo com uma goleada caseira sobre o Mortágua, naquela que terá sido a melhor prestação da formação orientada por Pedro Solá a par do triunfo por 2-0 sobre o Sertanense na 1.ª eliminatória da Taça de Portugal.

Com uma análise cuidada a esta formação do Marinhense salta logo à vista a importância das bolas paradas no seu jogo ofensivo. Dos nove golos apontados até ao momento cinco foram alcançados desta forma: três surgiram de pontapés de canto concluídos de cabeça, um na sequência de um livre indireto batido para a área e outro de grande penalidade. O homem dos cantos e livres é o lateral direito Filipe Sarmento, jogador de 32 anos com experiência de I Liga, e na área os principais matadores prontos a finalizar são o ponta-de-lança brasileiro Ricardo Pires, que já fez balançar as redes por três ocasiões nesta temporada, e o bem conhecido do futebol português João Paulo, central de 36 anos que tem no currículo a conquista de dois Campeonatos Nacionais ao serviço do FC Porto. A somar a estes números estão também dois autogolos que fazem restar… apenas dois golos obtidos em jogo corrido.

Curioso é ver que apesar do mau começo da temporada, com duas derrotas consecutivas, a equipa titular escolhida pelo técnico Pedro Solá poucas alterações sofreu. O setor mais avançado deste 4-3-3 habitual ganha forma com um tridente ofensivo composto pelos extremos Rúben Martins e Onyekachi Silas, este último de origem nigeriana e dotado de uma velocidade e capacidade técnica assinaláveis. No miolo do terreno o senegalês Carlitos Seidi e o cabo-verdiano Jimmy têm lugar garantido, acompanhados ora por Fábio Coça ora por Caio Prado, elementos mais criativos e de maior propensão ofensiva. Na defesa Filipe Sarmento alinha à direita e na zona central estão o jovem de 20 anos Zé Ricardo e o experiente João Paulo, sendo que na ala esquerda e na baliza a rotatividade entre André Lourenço/João Vítor e  Pedro Carvalho/João Guerra, respetivamente, torna difícil antever quem jogará de início.

Do lado do Oriental a boa resposta que a equipa tem dado nos últimos jogos dá esperança aos orientalistas suficiente para acreditar na vitória num jogo que não será, certamente, fácil. A produção ofensiva dos pupilos de António Pereira tem sido vasta e apesar dos golos não terem aparecido em grande número até ao momento parece evidente que com uma ligeira afinação da mira a quantidade de tiros certeiros poderá crescer significativamente. Esperemos que assim seja neste Round 2 da Taça de Portugal Placard em que só pensamos em bater o Marinhense por K.O…. no tempo regulamentar.