Em 2004 Portugal perdeu em Lisboa a final do Campeonato da Europa. Em 2016 a Seleção das Quinas venceu o Europeu ao bater a França em plena cidade de Paris. Em 2015 o União da Madeira festejou no relvado do Campo Eng.º Carlos Salema a subida in extremis à 1.ª Divisão Nacional. Em 2017 o Oriental vai à Madeira em busca do sonho de eliminar o União da Taça de Portugal Placard.

A ambição dos pupilos de António Pereira é grande e sustentada nos mais recentes resultados: são cinco vitórias consecutivas que valeram a ascensão ao 2.º lugar do Campeonato.  Do lado do União, atualmente a competir na II Liga, a situação é mais delicada. Após 12 jogos oficiais com cinco empates e três derrotas, Paulo Alves colocou o seu lugar à disposição e José Viterbo, antigo treinador da Académica que desempenhava agora funções de Coordenador Técnico no União, assumiu “interinamente” o posto de técnico principal. Viterbo irá orientar a equipa pela primeira vez no encontro deste domingo frente ao Oriental com o objetivo de dar continuidade ao bom desempenho da equipa insular na Prova Rainha que começou com a vitória sobre o Sertanense na 2.ª Eliminatória.

A alteração no comando técnico do União da Madeira dificulta o processo de identificação do sistema de jogo utilizado já que em virtude da mudança de treinador muitos pontos deverão sofrer alterações, sobretudo atendendo à paragem de 15 dias que a equipa teve para assimilar novos processos. Ainda assim é possível destacar o valor individual de alguns atletas tais como os avançados Luan Santos e Júnior que com os seus cinco e três golos apontados, respetivamente, totalizam em conjunto mais de metade dos golos apontados por toda a equipa esta temporada (15). Para além dos matadores de serviço, este União da Madeira conta ainda com caras conhecidas como o lateral-esquerdo Mica Pinto e o ponta-de-lança Betinho, atletas formados no Sporting que estão agora ao serviço da formação madeirense por empréstimo d’Os Belenenses, e também Danilo Dias, extremo brasileiro que se celebrizou no futebol português pelas boas épocas realizadas ao serviço do Marítimo.

No que ao Oriental diz respeito, Laurindo e Gonçalo Tavares estão castigados pelas expulsões na eliminatória anterior frente ao Marinhense e o guarda-redes David Grilo, lesionado já de longa data, também não deve ir a jogo. Apesar das contrariedades, o conjunto grená e branco mantém na garra, crer e entrega ao jogo os seus maiores trunfos e o duelo com o União da Madeira não será exceção. Uma batalha difícil por todas as diferenças existentes entre os escalões em que cada um dos emblemas compete, mas cujo desfecho se manterá em aberto até ao apito final. O Oriental pouco tem a perder e aos Guerreiros de Marvila apenas se pede que continuem a honrar a camisola. Tudo o resto virá por acréscimo. Vamos, C.O.L.!