Disputados quase três meses de competição oficial naquela que é a segunda temporada do Oriental na Segunda Liga, o Presidente José Fernando Nabais coloca o dedo na ferida ao analisar sem rodeios as questões centrais da realidade do Clube. A situação desportiva atual, as dificuldades financeiras, o apelo à união e o olhar sensato para o futuro pelas palavras do comandando máximo dos destinos da nação Orientalista. Uma entrevista exclusiva e esclarecedora de leitura obrigatória para todos os sócios e adeptos.  

 
 
 

- Comecemos por abordar o acontecimento que motivou a nossa última entrevista concedida. Em Julho passado os sócios chumbaram a constituição da SAD e com isso a eventual injeção de capital no Clube tornou-se inviável. Qual é a situação financeira do Oriental atualmente face a esta realidade da ausência de investimento externo?

Vamos colocar a questão em dois patamares distintos. A constituição de uma SAD que permita a participação de investidores na vida do Clube teve várias etapas, nós falámos com várias pessoas e levámos à Assembleia uma proposta que não era da Direção. Foi a proposta que nos pareceu mais credível de todas as que nos foram apresentadas e ainda assim essa proposta previa que o Clube perdesse a sua autonomia por via da distribuição do capital social ser de 60% para os investidores e 40% para o Oriental. Os sócios do Oriental em Assembleia responderam de uma forma clara e inequívoca que não queriam perder essa soberania e a criação da SAD nas condições em que foi apresentada foi chumbada e faz parte do passado. A situação financeira do Clube neste momento não tem propriamente a ver com isso mas mais com o novo paradigma que passámos a viver a partir do momento em que ascendemos à Segunda Liga. A primeira época que fizemos neste patamar foi em termos económico-financeiros desastrosa por dois motivos. Primeiro, sabemos hoje que o Oriental não tem os meios próprios suficientes para poder participar neste campeonato profissional com as condições suficientes para fazer épocas descansadas e para se equilibrar relativamente aos outros emblemas que participam na competição. Foi essa uma das razões pela qual a temporada passada correu mal em termos económico-financeiros. A outra foi o facto de a Direção da Liga então liderada por Mário Figueiredo nos ter informado que o Oriental iria ter direito a uma determinada verba da SportTV quando na realidade apenas recebeu o equivalente a metade desse valor. Foi uma situação complicada que aniquilou cerca de 40% do nosso orçamento, mas ainda assim conseguimos minorar as consequências negativas através das transmissões televisivas extraordinárias dos jogos com o Vitória de Setúbal para a Taça de Portugal, uma partida especial por ter sido a primeira a ser transmitida em direto no Carlos Salema à noite, e com o União da Madeira da última jornada do campeonato, esta última muito graças a alguma pressão nossa e à ajuda substancial do então Presidente da Liga Luís Duque. Este ano partimos para uma situação que eu apelidei de 'ano zero' e em que se veio confirmar que de facto o nosso Clube não tem por meios próprios capacidade para poder elaborar um orçamento que lhe permita ter um plantel que seja competitivo ao ponto de fazer uma época descansada. É fundamental que reconheçamos isso, o Oriental tem declaradamente o orçamento mais baixo de todos os emblemas que militam na Segunda Liga e neste contexto o facto de não terem entrado investidores condicionou o futuro do Clube. Os sócios do Oriental têm que perceber que não é possível ter sol na eira e chuva no nabal, não podemos querer a nossa autonomia, legítima e com a qual eu concordo em absoluto, e por outro lado ter capacidade para conseguir resultados desportivos que ultrapassem o objetivo da manutenção. É esta a nossa realidade atual e temos que encará-la de frente.

- Perante todas estas dificuldades que provavelmente permanecerão até ao final desta temporada, quais são os argumentos que o Oriental possui para ombrear com os nossos adversários?

Fará no próximo mês de Maio 14 anos que estou com muito orgulho à frente dos destinos do Oriental. Nestas épocas todas que vivi enquanto Presidente, nunca deixei de atingir os objetivos desportivos a que eu e os meus colegas de Direção nos propusemos. É verdade há uma primeira vez para tudo na vida, mas estamos empenhados em que este ano não fuja à regra. Os grandes argumentos que temos para colmatar todas as dificuldades são o espírito de grupo, a entrega e o apoio da nossa massa associativa. São estas as nossas mais-valias, para além da qualidade do treinador que temos, o Professor João Barbosa, e da qualidade dos nossos jogadores. Temo-nos deparado com algumas dificuldades nesta fase essencialmente pela onda de lesões completamente inusitada que temos vindo a sofrer sem que ainda tenha sido encontrada a causa, o que condiciona muito a estratégia especialmente se tivermos em conta o calendário apertado muitas vezes com 6 jogos a cada duas semanas, mas estas dificuldades terão que ser ultrapassadas com trabalho. Costuma-se dizer que o querer é poder e que a união faz a força e nós temos que fazer jus ao cognome de Guerreiros de Marvila. Concordo com quem afirmou que no embate com o Casa Pia os Guerreiros se esconderam um bocadinho e não estiveram à altura dessa designação. Foi feito um apelo interno no seio da estrutura no sentido de recuperar este estatuto que é a nossa grande arma e a resposta foi positiva em Braga. Sei que nestes momentos o treinador é sempre o primeiro a ser criticado quando a equipa perde, mas eu quero alertar para o seguinte. Eu como Presidente do Oriental sempre tive muito respeito por quem cá trabalhou e continuo a tê-lo pelas pessoas que cá estão agora e se há alguém que não tem nada a provar em termos da sua capacidade para estar no cargo em que está é o Professor João Barbosa. E eu digo porquê. João Barbosa é o treinador com os maiores êxitos desportivos alcançados no nosso Clube nos últimos 30 anos. Não vou questionar se é melhor ou pior que os outros, mas se avaliarmos pelos resultados não houve nenhum treinador nos últimos 30 anos do Oriental que tivesse obtido os resultados que João Barbosa alcançou até agora. João Barbosa colocou pela primeira vez na História do Clube o Oriental nos campeonatos profissionais, no segundo maior escalão do futebol nacional onde não estava há mais de 25 anos. Depois disso conseguiu uma época excecional com uma classificação a meio da tabela aliada à passagem em primeiro na Fase de Grupos inaugural da Taça da Liga e aos oitavos-de-final da Taça de Portugal, igualando a melhor marca do Clube e tendo sido apenas eliminado nos penaltis pelo Marítimo. Já este ano conseguiu chegar pela primeira vez à principal Fase de Grupos da Taça CTT onde vamos ombrear com um dos quatro cabeças de série da competição (Benfica, Sporting, Porto ou Braga). Não vamos branquear as coisas, estamos a falar de factos. E perante esta realidade este treinador não tem que provar nada a ninguém e dá-nos todas as garantias para seguirmos em frente, unirmos esforços e atingirmos os nossos objetivos.

- Acredita que mesmo perante o facto de esta época serem despromovidas cinco equipas o Oriental irá conquistar a tão desejada manutenção?

Vamos conquistá-la seguramente, que ninguém tenha dúvidas. Temos vindo a viver um período mais complicado nos últimos jogos que vamos saber ultrapassar. Perante todas as dificuldades orçamentais é sabido que não é fácil mas nós vamos lutar contra tudo isso e também contra a aversão que meia dúzia de sócios do Oriental têm para com este homem que lhes deu em termos de títulos, de glória e de resultados desportivos aquilo que alguns nunca viveram aqui no Clube. Grande parte das pessoas que contestam João Barbosa nunca viu o Oriental no patamar onde agora está portanto tenhamos bom senso. Todos os adeptos querem e gostam de ganhar, eu próprio também sou assim, mas temos também que ter a capacidade de raciocinar, analisar os factos e ver aquilo que é melhor para o Clube. Eu estou à frente de uma grande instituição com 111 anos de História e tenho a responsabilidade, e assumo-a, de gerir o Clube de forma criteriosa para o seu próprio bem. Nunca pautei o meu trabalho de outra forma nem nunca o farei e quero deixar uma coisa bem clara. Não há sócio nenhum que tenha poder para destituir o treinador. Quem tem poder para destituir o treinador é a Direção, e aos sócios cabe o poder destituir a Direção. Quer isto dizer que primeiro terão que destituir a Direção para eventualmente alcançarem posteriormente o objetivo de mudar de treinador. Porque enquanto nós cá estivermos zelaremos por aquilo que é melhor para o Clube e neste momento em termos de resultados desportivos o nosso treinador chama-se Professor João Barbosa e será assim até nós acharmos que esta é a melhor solução para o Oriental.   

- O início do Oriental na Segunda Liga foi promissor e o Clube passou algumas jornadas nos lugares cimeiros da tabela classificativa. Terá este arranque criado expectativas demasiado elevadas no que concerne à prestação positiva da equipa?

É natural que algumas pessoas tenham elevado em demasia as expectativas em virtude desse bom arranque mas cabe-nos a nós baixá-las para o patamar real. Como já disse, temos grandes dificuldades em termos estruturais, financeiros e económicos que impossibilitam aumentar as expectativas. Falando de números, nós só em encargos sociais gastamos 120.000€ por ano, em deslocações gastamos cerca de 60.000€ por ano, na época passada gastámos com policiamento no nosso Campo cerca de 43.000€. Repare-se que a massa salarial dos jogadores não chega a ser 20% superior àquilo que era no Campeonato Nacional de Seniores. Acontece que no CNS os jogadores eram amadores, recebiam a recibos verdes e nós não tínhamos mais encargos nenhuns, ao contrário do que acontece nas ligas profissionais em que todo este panorama se altera e os encargos passam a ser muito maiores em vários aspetos. O Clube não tem condições para apresentar um orçamento a rondar o milhão de euros que é grosso modo o que a maior parte dos nossos adversários possui. O orçamento do Oriental não chega aos 600.000 € e posto isto não é possível fazer milagres. Neste contexto há também que dar o mérito ao treinador João Barbosa que, por conhecer tão bem o Clube, tem-se sabido adaptar a todas estas condicionantes e jogado com as armas que possui.

- Em termos desportivos, e ao contrário do que se passou na segunda metade da época transata, uma das grandes dificuldades do Oriental nesta temporada têm sido os jogos no Campo Eng.º Carlos Salema. Como se explica esta tendência?

Há quem diga que atingimos melhores resultados fora do que em casa e isso, de facto, dá para pensar. Acontece que nós nos jogos fora lutamos contra 11 adversários e mais os repetivos adeptos, enquanto em nossa casa temos o apoio da nossa massa associativa e o ódio espelhado nalgumas pessoas que se dizem do Oriental mas que são, de facto, nossos inimigos. Pior que adversários são inimigos e isso não é legitimo no Oriental. Os orientalistas têm que apoiar a equipa e se tiverem que invetivar alguém que seja o árbitro ou os adversários. Por uma questão de proximidade adotei a postura de ir para o banco no jogo com o Braga B assim como deverei ir nos próximos desafios para passar uma mensagem clara de que nós estamos com a equipa. Nós, o Oriental, somos pequenos mas temos uma dignidade muito grande. Tivemos a dignidade suficiente para dizer claramente que não nos vendemos e que queremos a nossa soberania. Se somos dignos a esse ponto também teremos que o ser na defesa das nossas cores. Tenho assistido a situações completamente indignas daquilo que é o verdadeiro orientalista, pelo que lanço um apelo a todos os sócios e adeptos do Oriental no sentido de nos apoiarem porque nós precisamos desse estímulo. Sem ele não seremos tão fortes.

- E também é necessário que exista uma consciência coletiva de que até ao final da época o Oriental não ganhará certamente todos os jogos...

É evidente que sim. A mensagem que eu transmiti ao grupo foi que qualquer jogo tem três resultados possíveis. Nós queremos sempre ganhar mas às vezes isso não acontece por diversos motivos. A única coisa que eu exijo aos jogadores é que quando perdemos temos que sair revoltados pela derrota. Temos a obrigação de fazer tudo para não perder e isso também se transmite cá para fora. Por exemplo com o Casa Pia o jogo correu-nos mal mas as pessoas que estavam na bancada não viram essa revolta nos nossos jogadores. Nesse jogo os nossos jogadores não foram Guerreiros, não foram jogadores à Oriental, não fizeram tudo para contrariar o rumo dos acontecimentos. Quando a equipa perde por infortúnio ou simplesmente porque os outros foram melhores mas fica evidente que os jogadores lutaram e fizeram tudo o que estava ao seu alcance para contrariar essa situação as pessoas também sabem reconhecer o esforço e dão valor. Reconheço que houve um ou dois jogos em que merecemos perder o estatuto de Guerreiros, mas estou convencido que vamos recuperá-lo ganhando ou perdendo. Ganhando ou perdendo, nós temos que ser Guerreiros, temos que dar tudo pela camisola que envergamos. Nós não somos um clube qualquer, nós somos o Oriental.

- Face a todas as condicionantes já abordadas, o apoio dos sócios e adeptos constitui-se como um fator fundamental para o sucesso. Acredita que o fator casa poderia ser mais explorado pela massa associativa orientalista para bem da equipa?

Tenho tido conversas com alguns Presidentes de clubes de Segunda Liga e é curioso que muitos deles, alguns até com bons estádios, dizem que se tivessem um campo como o nosso, com os adeptos colados ao relvado, eram imparáveis. Essa poderia de facto ser uma grande mais valia para nós tal como já o foi no tempo em que os nossos adversários tinham dificuldade em subir ou descer a Azinhaga dos Alfinetes. A Azinhaga dos Alfinetes está inscrita na História do futebol nacional pelas boas e más razões. Pelas más razões uma vez que era um exagero aquilo que por vezes se passava lá e não é isso que se pretende para os dias de hoje, mas pelas boas razões porque denotava o empenho, o crer, a abnegação, o amor verdadeiro e sincero que os adeptos tinham pelo seu Clube independentemente de ser o Presidente A ou B, o treinador A ou B e o avançado A ou B. Eram as nossas cores, a nossa camisola, a nossa gente e a nossa terra que estavam ali em causa. Era um traço característico do Oriental que era bom que não se perdesse. Sou sócio do Oriental desde os 10 anos e nunca me vi, nem aos outros orientalistas que me rodeavam e que iam ver o Oriental comigo, a chamar nomes aos nossos jogadores. Isso não se faz, é muito feio e não é ser orientalista. Nem tão pouco é o caminho para alcançar vitórias. Dá a impressão que algumas pessoas, felizmente poucas, ficam mais satisfeitas quando perdemos do que quando ganhamos e isso não pode ser, é necessário que os verdadeiros orientalistas se rebelem contra esta situação. Nós somos poucos, temos cerca de 2000 sócios e por esse motivo temos que saber que é a união que faz a força. Se somos do Oriental temos que puxar todos para a mesmo lado, vamos assumir que somos daqui e defender aquilo que é nosso. Não podemos dar tiros nos pés e estarmos a atacar aqueles que são dos nossos e que andam com o nosso emblema ao peito. A nossa História diz-nos que não podemos deixar cair os nossos. Uma palavra para os rapazes que tentam reerguer a nossa claque e que ainda no jogo com o Casa Pia souberam já no final da partida dar uma palavra de incentivo aos nossos atletas mesmo depois de uma prestação menos positiva. Eles são 14 ou 15, tomara que fossem 150. Talvez um dia o sejam.

- O Oriental atravessa ainda um período de adaptação à recente realidade da Segunda Liga. Tem sido realizado um trabalho progressivo a nível estrutural com vista a dotar o Clube de todas as condições físicas para competir neste patamar. Acredita que ultrapassadas as dificuldades atuais será possível ao Oriental sonhar com voos mais altos?

Tenho uma revista que guardo religiosamente com uma entrevista minha em que as letras gordas se lia que eu quero ver o Oriental na 1.ª Divisão, tal como em tempos já vi. Naturalmente tenho consciência que as casas se constroem pela base e tem sido essa a minha orientação desde que estou no cargo de Presidente. Entrámos numa situação muito difícil com o Clube em situação de bancarrota e com dívidas a treinadores e jogadores que acabámos por resolver ao fim de cerca de oito anos. Foi um esforço que valeu a pena porque limpámos completamente o passivo do Clube, mas mesmo ao longo desse período delicado fizemos sempre orçamentos e equipas consentâneas com a nossa realidade e, com a compreensão dos orientalistas, atingimos sempre os objetivos. Hoje as pessoas também têm que compreender qual é a nossa realidade, estamos num patamar diferente com uma exigência diferente. No momento em que garantimos a subida eu disse claramente que o Oriental ainda não estava preparado para atingir este patamar. Nessa época o objetivo nem passava propriamente pela subida de divisão mas muito graças ao Professor João Barbosa conseguimos algo que ninguém esperava. Não tenho dúvidas que este ano iremos atingir também o nosso objetivo com o apoio da nossa massa associativa que é muito importante. Se não tivermos os orientalistas do nosso lado torna-se tudo mais difícil. É esse o nosso foco no momento presente.

E quanto ao futuro...

O futuro passa pelo presente e a verdade é que atualmente o Oriental não tem dinheiro nem para pregar um prego. É esta a nossa situação atual e isto só podia mudar se tivéssemos a sorte de alcançar o milagre de com estes meios atingir a subida de divisão, e como eu não acredito em milagres... Por outro lado, muitas vezes me perguntam por que é que o Oriental não tem um parceiro institucional como quase todos os Clubes profissionais têm e eu respondo que não o temos uma vez que optámos em Assembleia Geral por não entregar a autonomia do Clube a pessoas estranhas. Talvez seja possível que num futuro próximo encontremos parceiros que caminhem connosco, estou a trabalhar e a estabelecer contactos no sentido de estudar o estabelecimento de uma parceria em que o Oriental não perca a sua soberania, a sua dignidade e que continue a ser o titular daquilo que é seu com o apoio de alguém que nestes parâmetros ajude o clube a projetar-se. É possível, mas tudo dependerá, a seu tempo, dos sócios. Nesse momento os sócios do Oriental terão que optar entre avançar para uma situação destas e encontrar a estabilidade necessária para estar neste patamar e até augurar algo mais ou por se manter tal como está e nesse caso assentar bem os pés na terra e disputar aquilo que pode disputar. Porque com as exigências deste campeonato e os meios próprios que nós temos atualmente, seremos sempre, independentemente da Direção que cá esteja, autênticos escravos dos resultados vivendo sempre numa agonia permanente em relação às contas e àquilo que há para pagar. Eu daqui por cinco anos gostaria de ver o Oriental na Primeira Liga e se nós conseguirmos este ano arranjar uma solução de parceria que tenha o apoio massivo dos sócios acredito que o Oriental nos próximos cinco anos estará com o seu parque desportivo devidamente alterado para melhor e eventualmente poderá até competir na Primeira Liga de forma descansada. Os sócios do Oriental não se podem esquecer que temos um campo sintético e um pavilhão para construir, temos que resolver o problema da ineficiência da zona das nossas cabines e isso só se faz com dinheiro e só é possível ter esse dinheiro se tivermos as políticas certas para o conseguir. Nunca abdicando da autonomia, da liderança e da capacidade de dizer que o Oriental é nosso e continuará a ser nosso, seguindo o princípio da seriedade e da dedicação que se estende desde a Direção à equipa técnica e aos jogadores, passando pela massa adepta do Oriental. Os adeptos do Oriental têm um papel muito importante no êxito ou no inêxito de qualquer equipa de futebol e creio que está na altura de nós, eu enquanto Presidente e também em nome dos meus colegas de Direção por todo o trabalho desenvolvido ao longo de todos estes anos, exigirmos que os nossos adeptos apoiem a equipa em todos os momentos cruciais. 

 
   Entrevista e Fotografia: Diogo Taborda