É caso para dizer que o mês de Setembro não começou da melhor maneira para o Oriental. O conjunto grená e branco foi eliminado prematuramente da Taça de Portugal Placard em Marvila pelo Lusitano VRSA (1-2) num jogo marcado pela arbitragem de mau nível de Dinis Gorjão. Apesar das circunstâncias, o Oriental está mesmo fora da competição focando-se agora apenas no Campeonato e o próximo encontro deste domingo, 10 de Setembro, fora de portas com o Estrela de Vendas Novas é fundamental para moralizar as tropas de António Pereira rumo ao grande objetivo de fazer uma época tranquila em consonância com a qualidade e compromisso já demonstrados pela equipa.

Esta será a deslocação mais longa do Oriental até ao momento em jogos oficiais na reedição do encontro da pré-época em que a formação de Marvila venceu por 7-2. Passado mais de um mês desde esse encontro, o duelo entre as duas equipas, relativo à 3.ª jornada da Série E do Campeonato de Portugal, surge com a curiosidade de o Estrela VN vir de uma nova goleada, agora a contar, imposta pelo Farense por expressivos 7-1 na 1.ª eliminatória da Taça de Portugal Placard. A formação orientada por Paulo Mendes, jovem treinador de 39 anos com vários anos de casa responsável pela subida de divisão na temporada passada, não teve argumentos para o poderio algarvio e agora resta saber se o peso da derrota será suficiente para motivar alterações num onze inicial que se mantém (quase) intocável desde a 1.ª jornada do Campeonato.

O Estrela VN exibe-se habitualmente num esquema de 4x2x3x1 com o setor defensivo a ser composto por Nuno Roque na baliza, guarda-redes destemido fora dos postes, Rui Modesto na direita, jovem da formação com apenas 17 anos que cumpre já o seu segundo ano como sénior, uma dupla de centrais composta por Luís Bicho e Ricardo Ramos, este último com alguns anos de experiência no Campeonato de Portugal, e por António Podstawski, defesa esquerdo de 19 anos formado no Boavista titular nos dois jogos do campeonato que cedeu o lugar no onze a João Diogo no último encontro da Taça. Esta foi de resto a única troca no onze inicial apresentado por Paulo Mendes nas três partidas oficiais já realizadas, provavelmente pelo facto de a linha mais recuada apresentar algumas debilidades no que diz respeito ao espaço concedido nas costas aos atacantes adversários, especialmente no que diz respeito às bolas que entram no espaço compreendido entre o lateral direito e o central mais próximo. Este será um ponto a explorar pela capacidade de passe de Marco Bicho, aliada à velocidade de extremos como Victor Veloso ou Henrique Gomes.

Passando para o setor intermédio, o equilíbrio da equipa está diretamente dependente da dupla de médios centro composta por Issa Embaló e José Custódio, jogadores de bom pulmão que dão também capacidade de choque à formação de Vendas Novas. Nas alas ofensivas a aposta vai para a velocidade e capacidade técnica de Canina e Tigarra que pelo seu estilo desinibido, destemido e quase rebelde prometem dar trabalho aos laterais do Oriental. Já no centro do ataque a aposta vai para a experiência de Serginho, ponta-de-lança de 34 anos que representou o Oriental na época de 2009/2010 e autor dos dois golos do Estrela VN esta temporada, e de Paulo Letras, médio de características ofensivas que joga nas suas costas quase como falso avançado.

Com mais um ponto que o Oriental no campeonato graças à vitória na jornada inaugural sobre o Sp. Ideal por 1-0, o Estrela VN faz do futebol direto a sua principal arma, sustentado essencialmente na velocidade dos seus extremos e na experiência dos dois homens mais adiantados na zona central do terreno. As fragilidades defensivas demonstradas nesta última goleada imposta pelo Farense serão o ponto mais sensível da equipa de Paulo Mendes, para além da componente moral que poderá também ter sido afetada com este resultado. Neste contexto, o Oriental terá que carregar baterias e partir forte busca da primeira vitória da época. Os habituais titulares Sandro Silva e Laurindo são baixas confirmadas por castigo, fator que não tira ambição à equipa de António Pereira para este desafio. A atitude, o compromisso e a entrega ao jogo estão lá. Falta apenas… Vencer. Vamos com tudo, C.O.L.!