A 23 de Fevereiro de 2016 começou a ser escrita uma nova página na História do Oriental. Litos assumiu o comando técnico da equipa ao orientar o seu primeiro treino e no final da sessão fez questão de dirigir algumas palavras à família orientalista. 

O treinador campeão em Moçambique falou do “desafio aliciante de treinar um Clube com uma grande história” e esclareceu que apesar de já ter representado equipas com outros objetivos “o risco e a responsabilidade são idênticos”, deixando uma mensagem de destaque para o fulcral papel nos adeptos nesta caminhada rumo à manutenção.

 
 
 

“Estou convicto de que iremos ter todos os associados na ajuda à equipa. É esse o pedido que faço aos sócios e adeptos do Oriental: continuem a acreditar independentemente dos resultados menos bons que possam aparecer. Apelo a que compareçam em força, que passem a mensagem e que estejam presentes porque a equipa precisa desse apoio. Que sejam o nosso 12.º jogador. Joguei futebol muitos anos e sei o que é a importância de sentir que os adeptos estão lá a acarinhar mesmo naqueles momentos em que poderemos estar mais pressionados pelo adversário, fases do jogo em que possamos não ter o controlo. É fundamental que também nessas alturas os adeptos possam mostrar esse carinho para que os jogadores se tranquilizem e ponham em prática todas as suas potencialidades”, adiantou Litos.

O ambiente do Campo Eng.º Carlos Salema é de resto um traço distintivo do nosso Clube que Litos bem conhece dos seus tempos de jogador. O técnico do Oriental atualmente com 49 anos recorda-se das várias deslocações a Marvila que fez enquanto júnior e sénior do Sporting, entre elas a mítica eliminatória da Taça de Portugal de 1986/1987 em que a formação leonina venceu por 2-3 no velho pelado a rebentar pelas costuras, e realça a “paixão avassaladora” demonstrada pelos orientalistas que “chegava a intimidar os adversários”. Litos gostava que esta energia positiva se voltasse a fazer sentir das bancadas já no embate de sábado com o Gil Vicente, primeira batalha das quinze ainda por disputar. 

 
 

“Sabemos que não iremos ganhar todos os jogos, todas as partidas têm a sua dificuldade e muitas vezes jogar em casa torna-se ainda mais complicado porque os adversários jogam à espera do erro da formação da casa e o Gil Vicente é um bom exemplo de uma equipa que sabe explorar esse fator. Jogar em casa acarreta mais riscos e nós vamos correr os que acharmos necessários para conquistarmos os três pontos que é o resultado que mais nos interessa nesta fase da época devido à nossa classificação. Tudo iremos fazer para conseguir a vitória com a certeza de que existirão momentos em que teremos que ser pacientes para não cometermos erros desnecessários”, afirmou.

 
 
 

Quanto ao plantel que tem à sua disposição, Litos garantiu que “há muita qualidade nesta equipa” e apontou o “pragmatismo” como a receita fundamental para alcançar o superior objetivo da manutenção.

“Temos uma mescla de jogadores com grande experiência com outros muito jovens mas também de grande nível técnico. É natural que a atual classificação afete a confiança dos atletas mas acredito que esta vitória na Vila das Aves pode trazer cá para fora todo o seu potencial. Há muita qualidade nesta equipa, embora saibamos que não são muitos os campos que apresentam boas condições para se jogar ainda para mais nesta fase do ano em que há mais chuva e isso poderá ter prejudicado alguns dos nossos jogadores que naturalmente precisam de bons relvados para pôr em prática as suas qualidades. Iremo-nos adaptar e nos campos inapropriados para a prática de bom futebol teremos que ser mais pragmáticos e pensar no resultado em detrimento da qualidade de jogo”, concluiu Litos.