A criação do emblema oficial do Clube Oriental de Lisboa remonta à data da fundação desta enorme instituição desportiva lisboeta. Nascido em virtude da fusão das três formações locais de maior prestígio daquela altura, o C.O.L. acabou consequentemente por adotar para o seu símbolo os elementos caracterizadores de Marvilense Futebol Clube, Chelas Futebol Clube e Grupo Desportivo “Os Fósforos”.  

Através de uma conjugação harmoniosa de elementos das três partes envolvidas, o emblema do Oriental ficou desde o primeiro dia constituído pelo imperioso escudo dourado do Marvilense, centrado pela tradicional bola do Chelas e encabeçado pela enorme águia do Fósforos, de garras cravadas no escudo e a bater as asas com a vontade de elevar o Oriental para os altos voos da glória. Bem no núcleo do emblema e a atravessar a bola acrescentou-se ainda uma faixa dourada com a sigla C.O.L., iniciais ovacionadas pelos largos milhares de adeptos de uma potência desportiva com mais de meio século de história.
 
O emblema atual do Clube Oriental de Lisboa
 
 
Ainda que o emblema oficial estivesse definido sob estes contornos desde o primeiro dia do Clube Oriental de Lisboa, no equipamento que os jogadores orientalistas vestiram no primeiro jogo do Oriental disputado a 15 de Setembro de 1946 constava um símbolo em tudo diferente do oficial. As cores que nessa ocasião vestiam os onze jogadores orientalistas eram já as que haviam sido estipuladas na Assembleia Geral decorrida no dia da fundação do clube, mas o elemento identificativo que tais atletas traziam ao peito apenas apontava as iniciais do Clube Oriental de Lisboa.
 
     
O símbolo do primeiro uniforme do C.O.L.
 
  Acontece que as camisolas tinham sido encomendadas a uma empresa de Barcelona e só haveriam de chegar em meados de Outubro, pelo que nesse dia foi necessário improvisar: camisolas originalmente brancas foram tingidas de grená e ao peito foi estampado um símbolo redondo com a sigla COL, que só seria utilizado a título excecional nessa partida frente ao Belenenses. 

Ultrapassado este pequeno percalço, o tradicional escudo dourado encabeçado pela magistral águia figurou nos uniformes dos milhares de atletas que representaram o Clube Oriental de Lisboa até aos dias de hoje nas dezenas de modalidades constituintes da História de um Clube tão eclético como os maiores de Portugal.