Desde o momento da sua fundação que o Clube Oriental de Lisboa não é só futebol. A aposta no ecletismo é um traço fundamental do código genético do C.O.L. e a ampla gama de modalidades praticadas no Clube muitas alegrias tem dado à massa associativa orientalista ao longo de gloriosas décadas de História. Do andebol à náutica, passando por outras especialidades tão diversificadas como o basquetebol, o xadrez, o ténis de mesa ou o hóquei de campo, é interminável o rol de recordações que tanto fizeram e continuam a fazer crescer o Oriental como instituição desportiva de utilidade pública sempre ao serviço da sua população. 
 


Equipa Europeia de Andebol do Oriental 

  Quando falamos da secção de modalidades do Clube Oriental de Lisboa, o Andebol tem que surgir em primeiro plano. Presente na região desde 1935 sob as cores do Marvilense Futebol Clube, o Andebol existe no Oriental desde a data da fundação do Clube. Originalmente praticada na vertente de 11 jogadores, esta variante da modalidade era praticada nos campos pelados onde também se jogava o futebol e teve desde os primeiros momentos da sua existência em Portugal o C.O.L. como uma referência incontornável.

No escalão sénior, os guerreiros grenás batiam-se na década de 50 de igual para igual com as melhores equipas nacionais, chegando a conquistar diversos títulos e a disputar inclusivamente competições internacionais de primeira categoria. Tão grande prestígio tinha também a formação de juniores, talentosos rapazes que presentearam a sala de troféus do C.O.L. com inúmeros campeonatos nacionais e regionais consecutivos e que muito contribuíram para o desenvolvimento da modalidade por terras lusas. No final da década de 50 a variante de andebol de 7 acabou por impor o seu predomínio global, sendo praticada até aos dias de hoje por dedicados jogadores orientalistas.
 
Ainda no que concerne aos desportos coletivos, também o Basquetebol e o Hóquei de Campo pautaram extensas páginas da História do Clube Oriental de Lisboa. As duas prestigiadas modalidades tiveram também o seu apogeu no nosso Clube por altura da década de 50 com atletas de reconhecida qualidade e acostumados a competir com as grandes formações da altura. O Basquetebol chegou a possuir uma equipa feminina que se manteve durante algumas épocas e que é ainda hoje um motivo de orgulho para o desporto orientalista. Movidas pela paixão ao desporto e sempre equipadas a rigor com o tradicional grená, esta formação de senhoras constitui-se naquela altura como uma realidade rara num universo ainda dominado por homens e demonstrou em simultâneo o carácter inovador que sempre acompanhou o C.O.L. desde o momento da sua fundação.
   
Equipa feminina de Basquetebol do Oriental
 
Quando falamos do brio de fazer parte da família do Oriental não podemos esquecer a histórica secção de vela que o Clube possuiu nos primeiros anos da sua existência. Fazendo jus à sua proximidade com o Tejo e face à falta de fundos, foi construída do zero nas instalações do C.O.L. uma extensa frota de barcos correspondentes a várias classes de navegação que exibiam a sua altivez pelas águas do rio que banha a capital. Entre elas estava a Classe Oriental, inédita tipologia de embarcações desenhada e criada de raiz nos estaleiros do C.O.L. com características especificas para a eficiente navegação no Tejo. Apesar do seu sucesso e do considerável entusiasmo popular em torno de tão elegante modalidade, o progressivo adiamento da construção do prometido Posto Náutico do C.O.L. aliado à impossibilidade de continuar a usufruir do armazém onde se guardavam as embarcações ditaram em meados de 1974 a extinção do Clube de Vela do Oriental.
 

 
O famoso Vítor da Classe Oriental

  Também o ténis de mesa e o xadrez foram praticados em tempos no C.O.L. e estão por esse motivo guardados na mala das boas recordações da instituição. O primeiro ganhava vida nas raquetes de atletas masculinos e femininos que tiveram o mérito de oferecer alguns campeonatos distritais da especialidade ao emblema grená. Já o silêncio do xadrez preencheu durante longas tardes os salões da Sede do Oriental, com experientes praticantes a exibirem os seus argumentos no tabuleiro axadrezado à medida que iam ensinando as regras do jogo a todos aqueles que demonstrassem interesse em aprender. 
   
Mas se no passado houve quem tão bem representasse as cores do Clube Oriental de Lisboa, também no presente há quem continue a engrandecer esta enorme instituição desportiva tanto em Portugal como além-fronteiras. As secções da Ginástica, das Artes Marciais e do Triatlo são exemplo disso mesmo, compostas por campeões jovens e seniores que participam em provas nacionais e internacionais em defesa deste nobre emblema lisboeta. Neste contexto nunca é demais destacar o Festival Gímnico COL-Gym, com periodicidade anual e que conta com exibições de atletas de todo o país, o Lisbon International Triathlon, reputada competição coorganizada pelo Clube Oriental de Lisboa que todos os anos atrai a Lisboa milhares de profissionais dos quatro cantos do mundo, e as Galas de Kickboxing também promovidas pelo nosso Clube, espetáculos de considerável notoriedade no universo das artes marciais e que contam com a presença assídua dos nossos atletas da Seleção Nacional.
 
Sandra Teixeira com o Mestre Julião Santos
 
Num passado mais recente, a cedência da gestão da Piscina Municipal de Vale Fundão ao C.O.L. por parte da Câmara Municipal de Lisboa foi mais um passo decisivo para a expansão do ecletismo no Clube. Formalizada publicamente a 08 de Agosto de 2010 em plena Sessão Solene comemorativa do 64º aniversário do Oriental, a concessão deu origem à abertura de aulas de natação para todas as idades e de uma ampla gama de variantes de exercício físico praticadas nas piscinas do complexo.

Tendo como palco as instalações tanto da Piscina como da própria Sede do Clube, a função de Cultura e Recreio do Clube Oriental de Lisboa continua a existir com o mesmo propósito que a fez nascer logo nos primeiros anos de existência do Clube. Os eventos são variados e regulares, promovidos sempre no contexto do carácter de Instituição de Utilidade Pública que o C.O.L. possui e da função social desempenhada por um notável símbolo da cidade de Lisboa que representa a identidade de uma região e que trabalha por e para as suas gentes desde o primeiro dia da sua existência.